Ipasgo discute DSTs e violência doméstica na SIPAT

Uma bela sequência de cinco músicas executadas pelo "Coral Canto das Águas", da Saneago, abriu com excelência, nesta segunda-feira pela manhã, a 8ª Sipat – Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho – do Ipasgo.

Em seguida a infectologista Renata Bernardes comandou um bate papo bem descontraído sobre as doenças sexualmente transmissíveis. O tema é obrigatório, segundo a Norma Regulamentadora.

A médica explicou que as DSTs são doenças transmitidas principalmente, mas não somente, pelo contato sexual. E revelou um dado preocupante: a Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 1 milhão de pessoas no mundo adquirem essas doenças todos os dias. Só no Brasil, no ano passado, 700 mil pessoas tem o vírus HIV. E o pior: muitos não sabem que estão infectados, pois a maioria das enfermidades é assintomática. Outra informação que chama a atenção é o crescimento no número de pessoas infectadas pelo vírus da aids no país. Enquanto no resto do mundo o o índice está caindo, no Brasil, ele cresceu nos últimos anos. Causa preocupação ainda o fato de que um terço das infecções ocorrer entre jovens entre 15 e 24 anos. "Os jovens de hoje não cresceram vendo pessoas, principalmente famosas, morrendo de aids. Eles acham que a AIDS não mata", analisou a infectologista.

Renata Bernardes esclareceu ainda que muitas doenças, mesmo as que têm cura podem contribuir para o aparecimento de outros males. A sífilis, por exemplo, pode causar doenças cardiovasculares e neurológicas. Isso sem falar no risco que as mulheres que não tiveram as doenças diagnosticadas, de as transmitirem para o feto, em caso de gravidez.

A boa notícia, segundo a profissional, é que para todas as doenças, existe um meio eficaz de proteção: a prevençã, com o uso correto de preservativos durante as relações sexuais. A médica ainda fez um paralelo entre as verdades e os mitos sobre o uso da popular camisinha.

Na parte da tarde, a palestra foi sobre a violência doméstica, com a advogada Beatriz Liberato, da Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial. As estatísticas sobre a violência contra a mulher, que acontece dentro de casa, mostradas pela advogada foram alarmantes: a cada 15 segundos uma mulher é vítima de violência física, e uma, em cada cinco mulheres, afirma já ter sido vítima da violência.

Beatriz Liberato explicou também os avanços trazidos pela chamada Lei Maria da Penha, que tipificou as formas de violência contra a mulher. Além da violência física, existem outras quatro: a violência moral, patrimonial, psicológica e sexual. Segundo ela, agora não é preciso que a vítima faça a denúncia. Pessoas que testemunharam ou que sabem que a violência acontece, pode registrar a queixa, que é levada ao Ministério Público, responsável pela denúncia na justiça. Ela pediu que as pessoas que se encontram nesta situação, de sabedores da violência, que ajudem as vítimas, levando ao conhecimento da polícia ou de outros órgãos responsáveis. A denúncia também pode ser feita anonimamente, pelo telefone 180.

A SIPAT - A Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho é uma exigência da legislação trabalhista brasileira, que determina que as empresas a realizem anualmente, com atividades voltadas para a saúde do trabalhador, não só no ambiente de trabalho, mas sim de forma geral. Segundo a coordenadora do SESMT, responsável pela organização da SIPAT, Alessandra Oliveira, a intenção é que os colaboradores levem as informações recebidas para outras pessoas. "Queremos que os colaboradores sejam multiplicadores, que eles levem para suas casas, suas famílias, seus amigos, tudo o que aprenderam aqui, nesta semana", disse ela.

A programação da 8ª SIPAT do Ipasgo segue nesta terça-feira, 23.

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